segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ele

Não vai confiar de novo.
Entregou tudo o que tinha para ele
Deu toda a esperança, inclusive a que não tinha e que ele a deu.
Sentir-se pequena, idiota.
Manipulada.
Toda vez que ela diz que quer ir embora ele diz que sente muito.
Toda vez que ela satura na dor ele diz que vai sentir a falta dela.
Se acomodando numa situação útil e confortável.
Ela não quer mais dançar nas linhas que ligam seus seus membros aos dedos dele.
Ela quer cortar.
Ela sabe que todo sentir é voltado para um ele que jamais existiu, e sim, foi delicadamente montado por um coração sedento por amor.
E de amor tão carente que aceitaria punição em troca.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Projeção

Quando ela leva numa mala
Suas coisas
Outra cidade
Pouca história quer levar
Nada quer contar
Quisera nem seu nome levar
Pesado
Tanta coisa que
Num intuito de ser honesta
Foi a trouxa.
Paciência.

domingo, 19 de abril de 2015

Reencetar

De que ponto devo?
E o que me devo dizer?
Não há muito mais a ser costurado, está anestesiado o último nervo que se tensionava.
Indiferente.
É rápido o aperto do gatilho e da batida dos dedos nas teclas
Tanto faz
Usei tantas vezes essa ferramenta que quase não faz mais sentido sobre as minhas mãos
Não me causa estranhamento
Mas me cansa muito mais do que outrora
E se em outro outono eu nada entender dessas palavras, também indiferente seria
A poemática dessa pobre autora é pobre e vai morrer com a morte dela.
Tão depressiva e apática quanto.